quinta-feira, 23 de abril de 2009

Poder da Internet

Um poder da Internet
Conforme relatei em uma postagem no final de 2008, reafirmo minhas palavras quando escrevi que “aprendi e percebi que a vida é uma obra que está em processo de construção. É uma obra aberta que a cada dia sofre alterações e que devemos estar preparados para o que der e vier”.
Incrivelmente e de um modo infeliz pude experimentar um dos poderes da Internet e dos avanços da Tecnologia, pois foi através dela que a vida de meu filho foi salva e que mais um capítulo da obra de nossas vidas foi escrito.
No dia 28/11/2008 fomos encaminhados pelo pediatra ao Hospital Ernesto Dorneles, devido ao resultado de um hemograma que meu filho havia se submetido. O exame apresentava contagem de plaquetas igual a Zero. No hospital foram realizadas novas coletas de sangue e o resultado foi confirmado. Os médicos plantonistas, não sendo especialistas resolveram consultar na Internet algum médico Hematologista ou forma de tratamento que fosse contemplado pelo nosso convênio de saúde. E como por um milagre, estava “on line” o hematologista Dr. Mário Sérgio Fernandes. Este ao receber a mensagem com o resultado do hemograma teceu orientações de primeiros socorros aos médicos solicitando que fossemos encaminhados ao Hospital São Lucas da PUC, onde ele nos atenderia. Então, após os primeiros cuidados fomos encaminhados ao referido Hospital e quando lá chegamos, o médico plantonista já nos aguardava e estava a par do fato, pois havia recebido uma mensagem do “ANJO” Dr. Mário Sérgio Fernandes, o qual estava na linha telefônica passando orientações cabíveis para o atendimento ao meu filho e que os exames apontavam como sendo a moléstia conhecida como “Púrpura Trombocitopênica Idiopática”, e que meu filho estava prestes a sofrer uma hemorragia e necessitava de atendimento na unidade de tratamento intensivo. O médico acompanhou pela Internet todos os passos aplicados nas primeiras 24 horas, pois estava viajando. E a cada 12 horas eram realizados novos hemogramas e comunicados via e-mail ou por telefone ao nosso anjo.
Semanalmente são realizados hemogramas para a contagem das plaquetas, e os resultados continuam sendo comunicados aos hematologistas Dr. Mário Sérgio Fernandes e Dra. Jalise Wolski via Internet ou por telefone para controle e a cada 15 dias são realizadas consultas.
Jamais pensei que a Internet também pudesse salvar vidas, porém agora posso comprovar, pois apesar de já estar com o nível de plaquetas regularizado é necessária a continuidade do tratamento.
Hoje, após três meses ainda fazemos o tratamento também à distância, pois é necessário o acompanhamento constante.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Novas Palavras

A vida é um eterno aprendizado. Até mesmo um mau súbito nos apresenta novas informações.
Palavras não habituais nos são apresentadas e passam a fazer parte do nosso cotidiano. De algumas os significados têm que ser pesquisados. Às vezes, tem-se que analisar a morfologia da mesma para que se tenha o devido entendimento. Umas designam sentimentos. Outras são termos científicos, códigos.
Nos últimos dias fazem parte do meu cotidiano palavras como prótese, plaquetas, controle, contínuo, hematologista, petéquias, profilaxia, pulsoterapia, equimose, laboratório, coleta, repouso, arcada dentária, canal, debilitado. Todas indicando ações que devem ser desempenhadas ou observadas. E tudo é uma nova aprendizagem.

Um susto

Na semana passada conheci de perto uma doença sorrateira. Ela chama-se Púrpura Trombocitopenica idiopatica. Já tinha alguma noção sobre ela. Sei como se manifesta. Os cuidados que devem ser seguidos, pois em 1986 perdi um aluno aos 9 anos e em 1996 tivemos na Escola uma funcionária cujo filho tem a doença. Atualmente deve estar com 22 anos.
A doença estava sorrateiramente levando embora uma das minhas pedras preciosas. A minha jóia caçula, o Thomás que está com 15 anos. Ela aflorou em meu coração um sentimento que não consigo explicar. Parece ódio, impotência, inabilidade, incompetência..., porém, ao mesmo tempo em que tenta me aniquilar eleva minhas forças para lutar e derrotá-la. É uma experiência inigualável. Sinto meu peito rasgado, mas tenho que enfrentá-la. E fazer com que meu filho lute com garra para vencê-la. Em alguns momentos o desânimo nos abate, mas a fé é maior e logo lembramos que o poder da oração independentemente de religião combate qualquer mal.
Aprendi e percebi que a vida é uma obra que está em processo de construção. É uma obra aberta que a cada dia sofre alterações e que devemos estar preparados para o que der e vier.
Em pleno final de ano letivo sou obrigada a entrar em licença saúde, abandonando minhas atividades profissionais para dar assistência a meu filho. Fico preocupada com meus alunos que pobrezinhos sem culpa alguma, têm que passar por tal experiência. Mas são ossos do ofício. Enquanto há vida temos que lutar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um pouco de tudo

Uma gestão democrática, possibilita que o indivíduo atue na produção das políticas educacionais e que fiscalize os recursos públicos recebidos do governo central, no que trata sobre a sua aplicação.
No espaço público escolar a comunidade elege entre os seus pares os representantes que constituem o Conselho Escolar.
O Conselho Escolar tem a função consultiva, fiscalizadora e deliberativa que através de assembléias garante a participação de todos os segmentos nas ações decisórias.
A construção do Projeto Político-Pedagógico, dos Planos de Estudo do Regimento Escolar, e a eleição de Diretores acontece envolvendo a participação efetiva da comunidade escolar.
O Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Escolar são as diretrizes que norteiam o cotidiano do espaço público escolar dinamizando o desenvolvimento do discente.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Educação um Direito Humano

Há alguns dias li uma frase que diz assim: ”Educação também é Direito Humano”.
Já havia visto frases como “Educação é direito de todos. Educação é um direito adquirido”, porém, estas não me inspiraram para tecer reflexões ou estudos quanto a Educação ou quanto aos direitos humanos. Não sei quem escreveu a frase citada, porém, ela me incitou a refletir sobre o que tratam os Direitos Humanos e ao o que é Educação. Então, procurei fazer leituras para me apropriar de saberes quanto ao assunto em questão.
Realizei leituras e assisti vídeos referentes a construção das instâncias da gestão democrática, seus princípios e bases. A elaboração do Projeto político-pedagógico, seus conceitos e significados para a estruturação da gestão. A participação da comunidade. A função do gestor, a contextualização desta função em suas diversas atribuições as quais são: administrativa, pedagógica, comunitárias e outras. As reformas educacionais. A autonomia escolar. Os recursos financeiros e sua gestão. As políticas públicas que norteiam a gestão democrática. Os diversos tipos de colegiado que contribuem para tal gestão. A teoria e prática da Gestão Democrática. A organização do Sistema de Ensino. A formação continuada dos docentes. Os desafios impostos aos professores. O saber e sabor do trabalho docente, a prática pedagógica, a desigualdade educacional, a cidadania, a diversidade, o contexto sócio-cultural e tantos outros assuntos.
E após tais estudos e reflexões realizados percebi que a educação é a conquista permanente da dignidade, o desenvolvimento das habilidades e potencialidades do ser humano. Ela define caminhos a serem percorridos criando espaços de construção do conhecimento, implicando a cidadania e o exercício consciente desta.
A educação é a conseqüência de um comprometimento e um envolvimento na unidade escolar. É o primeiro direito social. É um bem social e público. É uma herança cultural que leva o indivíduo a se apoderar de padrões cognitivos e formativos para participar e colaborar na transformação da sociedade em que está inserido. Portanto, a educação é fundamental para que o indivíduo realize a vocação de produzir conhecimento diferenciando-o dos demais seres vivos. Tornando assim a educação como um direito humano, pois somente os humanos são capazes de transforma a natureza, num processo que inicia no nascimento e termina com a morte do vivente.

LDB e os Sistemas de Ensino

Algumas concepções sobre a LDB e os Sistemas de Ensino entendidas após estudos para a reorganização do Projeto Político-Pedagógico da Escola em que desempenho minhas funções docentes.
A Lei de Diretrizes e Bases – LDB, em seu artigo 14 define as normas da gestão democrática do ensino público na Educação Básica. Observando a Constituição Federal estabeleceu a organização do sistema educacional em três sistemas de ensino e definiu as incumbências destes de acordo com a dependência administrativa.
Os sistemas são responsáveis pela organização, manutenção das instituições educativas e pela elaboração e execução de políticas e planos educacionais.
Os sistemas de ensino são:
Sistema Federal, o qual é responsabilidade da União e compreende.
Estadual;
Municipal.
O Sistema Federal é de responsabilidade da União e compreende “as instituições de ensino mantidas pela União, as instituições de educação superior mantidas pela iniciativa privada e os órgãos federais de educação”.
O Sistema Estadual de Ensino é de competência do estado. É responsável pelos alunos de diversos graus e modalidades de ensino, por escolas públicas e privadas. Exerce controle sobre o ensino supletivo e desempenha funções normativas, deliberativas, consultivas e fiscalizadoras, legislando em consonância com a Constituição Federal, sobre a cultura, a educação, o ensino e o desporto.
O Sistema Municipal de Ensino atua no ensino fundamental, médio e educação infantil mantidos pelo Poder Público Municipal e pela iniciativa privada.
A educação escolar brasileira está organizada em dois níveis: Educação Básica e Educação Superior que poderão ser públicas ou privadas.
Para contemplar a diversidade das demandas educacionais a educação escolar nacional dispõe de algumas modalidades, as quais são Educação de Jovens e Adultos, Educação Profissional, Educação à Distância, Educação Especial, Educação do Campo e Educação Indígena.
A Educação Básica compreende:
Educação Infantil – de zero à 5 anos e é ministrada por estabelecimentos de ensino regular.
Ensino Fundamental que contempla do 1º ano ao 9º ano, sendo 6 anos a idade mínima para ingresso
Educação de Jovens e Adultos sendo 18 anos o mínimo de idade exigido.
Educação Especial que atende deficientes visuais, auditivos, físicos, mentais, portadores de condutas típicas e portadores de altas habilidades.
Ensino Médio que contempla Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos.
A Educação Superior compreende:
Graduação – ensino superior que desenvolve cursos seqüências e cursos e programas de extensão.
Pós-graduação que é o Mestrado e o Doutorado que consiste no Aperfeiçoamento, Especialização e Pós-doutorado.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Autonomia da Escola

Autonomia da Escola e suas dimensões
As quatro dimensões da autonomia que são consideradas para o bom funcionamento da escola e que devem ser articuladas entre si são: a autonomia administrativa, autonomia pedagógica, autonomia financeira e autonomia jurídica.
A autonomia financeira é a possibilidade oferecida à instituição educacional para que esta tenha um efetivo funcionamento, a partir dos recursos financeiros recebidos, ou seja, a oportunidade de elaborar e executar seu orçamento e as suas atividades.
A autonomia administrativa acontece quando a instituição educativa elabora e administra seus planos, projetos e seus programas.
Autonomia jurídica são as orientações e normas determinadas pela escola que observam a legislação educacional para a execução de atividades como: matrícula e transferência de alunos.
Autonomia pedagógica é a liberdade que a escola tem para estabelecer o trabalho a ser desenvolvido, isto é, estabelecer seus projetos, ações, planos e programas.